terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

MUDAMOS!

Agora a gente é chique e virou pontocom! Agora, as barbaridades que eu escrevo estão todas no www.augustopaz.com

Corre lá, Cida!

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Como arranjar um emprego na área de moda




Um bocado de gente vem me perguntar qual o caminho das pedras para garantir seu lugarzinho ao sol no mundinho das modas. Então, vamos falar de coisa boa!!!



1 - Não se iluda - como disse um antigo chefe, a moda é um coliseu de carniças magras e hienas famintas, então é melhor você se garantir. A melhor maneira de fazer isso? Faça o dever de casa... literalmente! Se gente espertinha e burra consegue se dar bem, os espertos e inteligentes dominarão o mundo MWAHAHAHAHA



2 - Glamour é pra quem tem - não caia na ingenuidade de que trabalhar com moda é a garantia de uma vida regada a champanhe e cupcakes. Essa é a vida das blogueiras (sqn). Prepare-se para longas jornadas de trabalho, equilibrando-se em sapatos apertados e ganhando um salário que não te permitirá pagá-los à vista.



3 - Abra sua mente - você assistiu a O Diabo Veste Prada e está rezando para se tornar a próxima Andy (ou Emily, o nome não importa). Moda é um negócio tão plural que tem vagas que você nem imagina! Você já pensou em coordenar o desenvolvimento de um produto? Trabalhar para vendê-lo? Fazer pesquisa acadêmica? Desenvolver fios e maluquices tecnológicas? O céu é o limite!



4 - A pessoa certa no lugar certo - ter amigos e contatos interessantes é vital para se dar bem no ramo. Nossa... já pensou se existisse um portal que unisse as pessoas por graus de afinidade e permitisse interação de maneira facilitada... seria muito fácil...



5 - Comece agora mesmo! - Se você quer ser jornalista, que tal abrir um blog para exercitar a escrita? Seu negócio é estilo? Baixe um trial do Adobe Ilustrator para ir soltando o traço. Quer saber como é a vida de um profissional de desenvolvimento de produto? Entre em contato com alguma empresa e agende uma visita. Só não pode se acanhar, afinal de contas, ninguém vai bater à sua porta oferecendo o emprego dos sonhos

sábado, 16 de março de 2013

Trendsetter é a vovozinha!

Ei, você ai que se crê o mais moderninho da rua, com suas calças justas e Grizzly Bear nas alturas no iPod, arrasando corações hipsters com seu charme non-chalant e falando de Juliette Binôche como se fosse sua amiga do colégio, saiba que você deve toda essa sua coolness a seus avós!

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A bença, vó! (Foto do Advanced Style)

É que de acordo com estudo realizado por Alberto Acerbi, Stefano Ghirlanda e Magnus Enquist e publicado em 2012 no JASS, períodico dedicado a pesquisas sociais, é a parcela mais velha da população consumidora a responsável por ditar tendências de comportamento. O estudo avalia os papeis de consumidores jovens e idosos no mercado e sua sensibilidade a novidades.

Os cálculos e pesquisas desses estudiosos levam a conclusões interessantes. Mesmo apresentando respostas mais imediatas a novos estímulos, os jovens têm baixa capacidade de absorção cultural. Todavia, são possuidores de alta capacidade de transformação e são capazes de dar a um traço cultural qualquer a sua cara – vale a pena assistir à série Everything is Remix para entender melhor o assunto.

tumblr_mjbg3fIY401rs7knao1_500(Foto do Advanced Style)

Os idosos, por sua vez, podem ser mais avessos a novidades e não se encantarem com a nova versão do iPhone lançada semana-sim-semana-não, mas, de acordo com o estudo, são os legítimos arregimentadores culturais da sociedade de consumo. Por terem mais experiência de vida e poder de compra superior, validaram todas as tendências que passaram por suas mãos, descartando as inúteis e mantendo as que funcionaram.

A comunicação social tem papel chave nessa dinâmica. De acordo com a pesquisa, enquanto os mais jovens procuram falar com seus pares, os idosos tendem a falar com os membros mais velhos do grupo. Uma espécie de grupo de referência.

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(Foto do Advanced Style)

Sendo assim, é muito importante para que uma tendência se popularize, que exista o mínimo de interação entre esses grupos. Isso leva a crer também que um mercado composto única e exclusivamente por pessoas jovens seria pouco prolífico do ponto de vista cultural, pois, baseado na pesquisa desses três distintos senhores, trata-se de um grupo de baixo coeficiente de produção cultural e muito autorreferencial.

É por isso que há muito tempo estamos olhando para o passado na moda e para tudo quanto o vovô e a vovó deram seu aval para vestirmos. Um exemplo? Que tal a calça jeans e a camiseta que você esta usando agora mesmo? Essa tendência foi popularizada pela patota do seu avô, aquela juventude transviada… Os vestidos rodados usados pela musa hipster neo-zelandesa Kimbra têm inspiração no New Look de Christian Dior, que, por sua vez, teve como referência os trajes da Idade Moderna.

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Mais do que reafirmar a capacidade de reciclagem e “reinvenção” da moda, esse estudo demonstra que devemos nos despir de nossos preconceitos diante de públicos-alvo que não se encaixam naquele velho molde “Mulher-rica-solteira-independente”.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

As Compras do Tempo da Vovó

Oi, vó!

É muito simples. Se você está a fim de comprar uma roupa nova, passa a mão no cartão de crédito, vai lindamente ao shopping center ou a qualquer loja que lhe apraza  e faz a festa – cuidado com a fatura! -. Entretanto nem sempre foi assim. Os tempos mudaram, ficaram bem mais rápidos e com eles veio uma praticidade nunca antes experimentada pelo homem. Com apenas um golpe do cartão na maquininha, ou ainda, com um mero clique, pode-se comprar dúzias e mais dúzias de roupas. Mas e no passado? Na metade do século 20, como funcionava? Conversei com a dona Adelaide Navarro, também conhecida como minha avó, para tentar desvendar os hábitos de compra e a relação das pessoas com as roupas no passado.

A vó Adelaide nasceu no bairro do Ipiranga, e ainda bem jovem, em 1961 foi morar em São Bernardo do Campo, onde vive até hoje. Ela conta que as cidades eram muito mais pacatas naquela época “Não tinha praticamente loja alguma e a gente ia para Santo André [município vizinho] para fazer compras, fazer despesa. E o comércio fechava ao meio dia aos sábados”.


Quem diria que nos anos 1940 a Rua 25 de Março seria tão calminha?

Justamente por conta da disponibilidade limitada de opções de lugares para se comprar e do fator financeiro - a família da vó Adelaide não era das mais abonadas - é que as roupas eram compradas em intervalos maiores. Além disso, a moda era muito mais mansa, mudando de desígnios com velocidade muito menor que hoje. “A moda mudava uma vez por ano. Vinha a moda nova do sapato e a gente comprava e tinha que durar por um ano. A gente reservava aquele [sapato novo] para passear e o velho a gente usava para ir à escola”.

A partir disso, eram criadas inúmeras estratégias para fazer com que os produtos de moda durassem mais. “Onde a gente morava era tudo de barro e quando a gente ia passear, colocava o sapato velho e levava o novo na mão. Quando a gente descia o morro, guardava o sapato velho no matinho, calçava o limpo, atravessava a rua e pegava o ônibus para ir para o baile”.

O baile, inclusive, era o lugar em que as moças da cidade se uniam para desfilar suas modas novas. Naturalmente, havia uma disputa tácita de qual era o vestido mais bonito. “O baile era a minha vida. Até hoje não gosto muito de escutar música porque me emociono muito. Justamente, tinha oportunidade de ter mais vestidos quem ia ao baile”. No começo dos anos 1960, a silhueta do New Look de Christian Dior ainda estava em voga. Vestidos de cintura apertada e saia farta, sustentada por saiotes engomados, que esteavam rodopios mil nos salões de dança.

O famoso modelo "godê quarda chuva", febre nos bailes de outrora

Por demandarem muito tecido, eram vestidos normalmente caros. Vó Adelaide e suas irmãs saíam na dianteira por saberem costurar. Compravam o tecido, modelavam e costuravam seus próprios modelos com saia godê guarda-chuva, quando não estreados no baile, em ocasiões especiais, como Natal e Páscoa. As referências prediletas vinham da rua. Ela conta que observava a roupa das pessoas nas ruas e criava suas próprias com base nessas – um beijo pra quem acha que streetstyle é coisa moderna.

Mas então, vó, a roupa hoje ficou mais barata? Ficou mais fácil? Ficou melhor? “Nem sei. Acho que para mandar fazer, hoje fica mais caro, então por isso que a turma compra essas roupas feitas que... são uma bagunça. Umas roupas esquisitas. A moda de agora é muito esquisita. Agora se joga muita coisa fora. A gente vê e já quer comprar e tem gente que não dá valor porque a compra é mais fácil. A gente tinha que dar valor porque no meu tempo quem era da mesma classe social que eu, tinha que dar mais valor porque tinha que cuidar para ter as coisas. Não era como agora que se joga tudo fora. Antes era mais difícil. Também não tinha tanta loja.


Os depoimentos da vó Adelaide mostram que, ao mesmo tempo, muita coisa mudou e muita coisa permanece como antes. Se a quantidade de lojas e gama de produtos ofertados aumentaram substancialmente, continua aquela impressão de que se você quer se vestir de maneira única, vai ter que colocar a mão na massa ou ir à caça de uma boa costureira para dar vida a suas criações. Rico ou pobre, se eu fosse você, dava ouvidos ao conselho da vovó e passava a dar mais valor para o que está dentro do seu guarda-roupas!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Gravatas Borboleta Ganância!

Estava saracoteando pelo site da Natália Dornellas – pra quem não conhece, jornalista de moda e comportamento dona de um texto delicioso e minha amiga de BH - , eis que me deparo com o trabalho da OSC Bow Tie, do estilista Otávio Cordeiro:






Fiquei doido! Sou fã de uma boa gravata e achei um barato a pegada excêntrica que Otávio dá ao acessório, tão tradicional em sua origem. Ele usa retalhos de couro e trabalha suas peças com tratamentos variados para obter brilhos extravagantes, isso sem contar as aplicações metálicas, tudo muito divertido! 





Agora, quem quiser garfar a sua tem que correr, pois as tiragens são limitadas.

Para ver mais gravatinhas ganância da OSC Bow Tie, acesse a página da marca no Facebook ou o site