Sua resolução de finesse consiste em ter dez casacos de arminho, comprar montanhas de caviar e nadar numa piscina de Don Perrignon? Meu caro, já passou da hora de rever seus conceitos!
Ainda se tem a falsa impressão de que a elegância está diretamente ligada ao esbanjamento. Há quem partilhe da idéia estúpida de que acender um fedorento charuto com uma nota de cem dólares é o auge do chic! Ao contrário do que a maioria pensa, a usura denota extrema ignorância e falta de senso!
Ser elegante é muito diferente de ser esnobe. Não há coisa mais chic que educação! Ser educado é uma maneira muito rápida e eficiente de ganhar a admiração e o respeito de todos que o cercam. Um ‘bom dia’, um ‘obrigado’, ‘por favor’ e ‘com licença’ surtem muito mais efeito do que uma raposa morta pendurada no pescoço.
Ser elegante, acima de tudo, é ser agradável e quem quer sê-lo deve ter boa educação e conhecer a si mesmo. Este último fator traz uma série de conseqüencias benéficas. A pessoa, quando se conhece profundamente, melhora a maneira de falar, os gestos e até a maneira de vestir! O indivíduo que tem senso de si mesmo e o mínimo de autocrítica não sairá na rua com uma camiseta justa tendo uma bela de uma pança.
Que você acha? Faça um teste! Caminhe pelas ruas e observe as pessoas. Quantas mulheres acima do peso não estão usando blusinha e shortinho colados, só porque apareceu na novela das oito? Você irá perder a conta!
Já passou da hora de nos conhecermos melhor, de pararmos com essa besteira de ostentação e esbanjamento! Chegou o momento de fazermos um mundo mais agradável e, porquê não, mais chic?








